sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Árvore.


A última vez que estive em São Paulo, levei Dudu em Dr. Alois Bianchi, que foi o pediatra de Tiago. Minha sogra sempre me contava do jeito peculiar dele de atender filhos - e mães, principalmente. Pegamos um táxi e chegamos em cima da hora da consulta, Dudu chegou dormindo. Conversamos sobre todo o histórico de Luiz Eduardo e ele ouvia atento. Depois Dudu acordou e eles prontamente se entenderam. Levei várias broncas, uma delas quando disse que ele ainda chupava chupeta por culpa da mãe. "Risque a culpa do seu vocabulário!". Para orgulho e felicidade do pai, ele pesou Dudu na mesma balança que pesava Tiago. A consulta vale cada centavo. Ele sempre nos atende quando ligamos aqui de João Pessoa (detalhe: não tem celular, mesmo assim retorna em cinco minutos). Dona Elda me disse que uma vez ele ligou de uma em uma hora pra casa dela, durante a noite, até chegar a madrugada, uma devoção de alguém apaixonado pelo que faz. No fim, a nossa receita. Levar ao dentista. Natação. Plantar uma árvore. Árvore? Como assim? Ele percebeu, naquela consulta, que Dudu estava com exatamente um metro. E sugeriu que plantássemos uma árvore para que ele pudesse chamar de sua e crescer junto. E ainda completou: "Não pode ser uma árvore mixuruca, hein, Nívea? E tem mais, chame toda a família!". E assim foi feito. Aproveitei Marina, sobrinha de Tiago aqui, e plantamos um ipê no quintal do escritório. Teve lanchinho, decoração precária, feita com uma cartolina. Pode não ser muito para alguns; para mim, é como se estivesse espalhado um pouco de poesia nesta vida.